Horst Kissmann
Eu gosto de tudo isso e achei incrível o banquete espanhol, sem sequer ter ido (um dia eu chego lá!). Mas o Horst, meu amigo e repórter da Prazeres da Mesa, vai, literalmente, mais longe: a partir de 31 de janeiro, ele passará um mês percorrendo 10 mil km de carro pelas vinícolas da América do Sul, para escolher pessoalmente os primeiros rótulos da sua adega. Sensacional, né? Vinhos da Argentina, Chile, Uruguai e Brasil comporão a carta da sua geladeirinha climatizada. Juro, achei isso lindo!
Quem quiser mais detalhes, visite o site que ele fez aqui. Mas eu garanto a encheção de saco para conseguir novidades fresquíssimas.
Quem sabe na volta não fazemos o nosso Jantar do Século com o Bertz nas caçarolas e o Horst na harmonização? Que tal, meninos?
Eu já gostava de cozinhar, mas me aventurava pouco. Costumava fazer bolos meio que de cabeça. Umas vezes dava certo, outras não. Tenho um amigo que adora lembrar de um bolo de morango que inventei, há uns quinze anos. O troço ficou rosa bebê e duro como uma pedra, um lixo!
Quando me mudei para São Paulo, em 97, meu pai me deu um xerox de uma compilação de receitas caseiras, presente da Tereza Cruvinel, que me despertou maior interesse pela cozinha. Mas o primeiro livro, livro mesmo, de culinária que ganhei foi "O Solteiro na Cozinha", do Fabio Sabag. A dedicatória dizia: "Para minha querida, melhor e mais nova amiga Roberta, com um beijo do Fabio Sabag. Rio/22/01/99". Dez anos atrás.

Lembro da primeira receita que fiz, repito até hoje: espaguete ao curry, uma delícia! O livro tá cheio de manchas de azeite e temperos de tanto que usei. Foi justamente ele que me fez entrar neste mundo de panelas e colheres de pau. Não que eu seja uma exímia cozinheira, mas me viro bem.
Sabag morreu na passagem do ano. Era um gourmet requintadíssimo e mestre cuca de responsa. E me deixou esta herança, que compartilho com vocês entre uma brincadeira e outra. Um brinde a ele e a nós, que seguimos inventando receitas e experimentando novidades. Qualquer dia, pesco uma do livro e posto pra vocês testarem em casa.
Feliz ano novo e tintim!
Quando me mudei para São Paulo, em 97, meu pai me deu um xerox de uma compilação de receitas caseiras, presente da Tereza Cruvinel, que me despertou maior interesse pela cozinha. Mas o primeiro livro, livro mesmo, de culinária que ganhei foi "O Solteiro na Cozinha", do Fabio Sabag. A dedicatória dizia: "Para minha querida, melhor e mais nova amiga Roberta, com um beijo do Fabio Sabag. Rio/22/01/99". Dez anos atrás.
Lembro da primeira receita que fiz, repito até hoje: espaguete ao curry, uma delícia! O livro tá cheio de manchas de azeite e temperos de tanto que usei. Foi justamente ele que me fez entrar neste mundo de panelas e colheres de pau. Não que eu seja uma exímia cozinheira, mas me viro bem.
Sabag morreu na passagem do ano. Era um gourmet requintadíssimo e mestre cuca de responsa. E me deixou esta herança, que compartilho com vocês entre uma brincadeira e outra. Um brinde a ele e a nós, que seguimos inventando receitas e experimentando novidades. Qualquer dia, pesco uma do livro e posto pra vocês testarem em casa.
Feliz ano novo e tintim!
31/12: Retrospectiva 2008 - tags
Janeiro: azeite, batata, polenta, champagne, lentilha
Fevereiro: escondidinho, espumante, abacate, peixe
Março: porco, cerveja, polvo, marzipan, repolho
Abril: cachorro quente, caipirinha, bacalhau, coelho
Maio: pinhão, linguiça, vinho, torresmo, brownie
Junho: caldo de galinha, framboesa, cava, brigadeiro
Julho: bolo de rolo, lichia, côco, cidreira, saquê
Agosto: polvilho, melancia, uísque, ganache
Setembro: hambúrguer, amêndoa, manteiga, cebola
Outubro: pato, lula, aipim, caipifruta, pipoca
Novembro: bala, esferificação, ostra, tomate, abacaxi
Dezembro: foie gras, suspiro, caruru, cuscuz, omelete












Ano que vem tem mais!! Alegria, alegria, alegria!
Fevereiro: escondidinho, espumante, abacate, peixe
Março: porco, cerveja, polvo, marzipan, repolho
Abril: cachorro quente, caipirinha, bacalhau, coelho
Maio: pinhão, linguiça, vinho, torresmo, brownie
Junho: caldo de galinha, framboesa, cava, brigadeiro
Julho: bolo de rolo, lichia, côco, cidreira, saquê
Agosto: polvilho, melancia, uísque, ganache
Setembro: hambúrguer, amêndoa, manteiga, cebola
Outubro: pato, lula, aipim, caipifruta, pipoca
Novembro: bala, esferificação, ostra, tomate, abacaxi
Dezembro: foie gras, suspiro, caruru, cuscuz, omelete












Ano que vem tem mais!! Alegria, alegria, alegria!
18/12: Novidades natalinas (medo!)
Tá, eu sei que vale tudo pra atrair a clientela, mas pizza de panetone já é meio puxado pro meu gosto... sei lá!

Com creme especial, frutas cristalizadas, gotas de chocolate meio-amargo e massa semi-folhada.
Vai entender?

Com creme especial, frutas cristalizadas, gotas de chocolate meio-amargo e massa semi-folhada.
Vai entender?
12/12: Zuu a.Z d.Z
Outra missão que eu tinha em Brasília era entrevistar a Mara Alcamim, chef que eu só conhecia de nome.
Depois de percorrer seus domínios (são dois restaurantes e uma padaria-café gigante, na mesma rua) e conversar animadamente com a chef, almocei no Zuu a.Z d.Z, sua casa mais elegante.
Gente, eu pi-rei na comida. Tudo lindo, delicioso, inventivo e muito, muito feminino. Adoro mulheres na cozinha. O olhar delas é imbatível e quando elas acertam a mão, não tem pra ninguém!
Fora que fiz amizade, óbvio! Um sorriso largo e uma tacinha são tudo que eu preciso pra me entregar. Com vocês, Mara Alcamim!

Tartare de salmão e frutos do mar com chantilly de wassabi
Este ainda não está no cardápio, ela fez pra mim porque "queria testar com alguém ousado". Ameeei!!

Palitinho com carne crua para ser assado na hora, na chapa quente
Segundo a chef, o bom e velho "churrasquinho de gato". Pode ser melhor?

Cordeiro com cuscuz marroquino e molho de tamarindo

Filet ao poivre vert com risoto e alho poró
Esse era do Gui, mas eu ataquei prontamente!

Brigadeiro, sorvete de cupuaçu e mini-mini petit gâteau
Duro foi, depois disso tudo, passar a tarde fazendo entrevistas em francês. E vocês ainda acham que a minha vida é fácil...
Depois de percorrer seus domínios (são dois restaurantes e uma padaria-café gigante, na mesma rua) e conversar animadamente com a chef, almocei no Zuu a.Z d.Z, sua casa mais elegante.
Gente, eu pi-rei na comida. Tudo lindo, delicioso, inventivo e muito, muito feminino. Adoro mulheres na cozinha. O olhar delas é imbatível e quando elas acertam a mão, não tem pra ninguém!
Fora que fiz amizade, óbvio! Um sorriso largo e uma tacinha são tudo que eu preciso pra me entregar. Com vocês, Mara Alcamim!

Tartare de salmão e frutos do mar com chantilly de wassabi
Este ainda não está no cardápio, ela fez pra mim porque "queria testar com alguém ousado". Ameeei!!

Palitinho com carne crua para ser assado na hora, na chapa quente
Segundo a chef, o bom e velho "churrasquinho de gato". Pode ser melhor?

Cordeiro com cuscuz marroquino e molho de tamarindo

Filet ao poivre vert com risoto e alho poró
Esse era do Gui, mas eu ataquei prontamente!

Brigadeiro, sorvete de cupuaçu e mini-mini petit gâteau
Duro foi, depois disso tudo, passar a tarde fazendo entrevistas em francês. E vocês ainda acham que a minha vida é fácil...
10/12: Brasília gastronômica
Eu, que já fui tanto a Brasília, não sabia que havia tanta badalação gastronômica na capital do país. Comida boa eu sempre soube que tinha. Tanto em restaurantes, quanto nos churrascos intermináveis com Carlinhos e Patrícia, na casa do meu pai.
Pois esses dias estive lá para entrevistar o Christophe Pouy, chef francês e professor da Escoffier. Ele veio ao Brasil pra dar aula numa das escolas de gastronomia mais equipadas que já conheci, a IESB. O campus tava fervendo de chefs e jornalistas locais.
Fui recebida num tapete vermelho por William Chen Yen, chef queridíssimo do Babel, e sua linda mulher, Martha. E foi no restaurante dele que jantei com Gui, fotógrafo, meu parceiro de viagem.
Antes do jantar, William perguntou se eu tomava vinho tinto ou só espumante. Meu Deus, que fama é essa?? Passamos a noite a Chandon brut e Domaine Conté, nada como ser princesa!
As comidinhas vocês podem conferir a seguir.

Camarões, polvo e lula

Queijo coalho com melado

Tartare de salmão

Vieiras com o ótimo bechamel de água salgada

O suculento caldo de rabada com harussami

Risoto de carambola e camarão

Nhoc de baroa com ragu de linguiça

Robalo ao tucupi com pirão de leite (o francês pirou nesse!)

Caneloni de chocolate com pimenta e maçã assada
Christophe foi com tudo e botou a pimenta olho de boi inteira na boca. Olhem o que acontenceu:


A Torre de Babel, loucura loucura loucura!

E o dono da casa, responsável por tornar minha viagem muito mais bacana!
Vá lá:
Babel
215 Sul, bloco A, loja 37
Tel: (61) 3362.0823
Pois esses dias estive lá para entrevistar o Christophe Pouy, chef francês e professor da Escoffier. Ele veio ao Brasil pra dar aula numa das escolas de gastronomia mais equipadas que já conheci, a IESB. O campus tava fervendo de chefs e jornalistas locais.
Fui recebida num tapete vermelho por William Chen Yen, chef queridíssimo do Babel, e sua linda mulher, Martha. E foi no restaurante dele que jantei com Gui, fotógrafo, meu parceiro de viagem.
Antes do jantar, William perguntou se eu tomava vinho tinto ou só espumante. Meu Deus, que fama é essa?? Passamos a noite a Chandon brut e Domaine Conté, nada como ser princesa!
As comidinhas vocês podem conferir a seguir.

Camarões, polvo e lula

Queijo coalho com melado

Tartare de salmão

Vieiras com o ótimo bechamel de água salgada

O suculento caldo de rabada com harussami

Risoto de carambola e camarão

Nhoc de baroa com ragu de linguiça

Robalo ao tucupi com pirão de leite (o francês pirou nesse!)

Caneloni de chocolate com pimenta e maçã assada
Christophe foi com tudo e botou a pimenta olho de boi inteira na boca. Olhem o que acontenceu:


A Torre de Babel, loucura loucura loucura!

E o dono da casa, responsável por tornar minha viagem muito mais bacana!
Vá lá:
Babel
215 Sul, bloco A, loja 37
Tel: (61) 3362.0823
04/12: Festim no Forte
Tá, eu já falei aqui que não agüento (últimos momentos de glória do trema no grupo GUE) mais as comemorações da chegada da família real no Brasil. Mas esse jantar foi in-crí-vel! Vitor Sobral, do ótimo Terreiro do Paço, em Lisboa, brillhou, em dois horários, no terreiro de Tereza Paim. Confira.

Sopa fria de meloa e pêssego com camarão e hortelã (virei num só gole!)

Polvo confitado com pinhões e alecrim, tomate no forno, quiabos caramelizados e azeite de limão (destaque para fantástico o sagu de limão)

Bacalhau assado em azeite virgem e Porto seco, emulsão do assado e farofa de pão de trigos e verdes (simplesmente o melhor da minha vida!!)

Pudim de Abade de Priscos, sopa fria de tomate e maracujá, salada de azeitonas negras, mel e limão (com a sopa azedinha e a deliciosa salada de azeitonas fazendo um excelente contraponto com o doce de ovos)

Meu grupão: D'Angelo, Alex e Lets. A gente é feliz e sabe!

Sopa fria de meloa e pêssego com camarão e hortelã (virei num só gole!)

Polvo confitado com pinhões e alecrim, tomate no forno, quiabos caramelizados e azeite de limão (destaque para fantástico o sagu de limão)

Bacalhau assado em azeite virgem e Porto seco, emulsão do assado e farofa de pão de trigos e verdes (simplesmente o melhor da minha vida!!)

Pudim de Abade de Priscos, sopa fria de tomate e maracujá, salada de azeitonas negras, mel e limão (com a sopa azedinha e a deliciosa salada de azeitonas fazendo um excelente contraponto com o doce de ovos)

Meu grupão: D'Angelo, Alex e Lets. A gente é feliz e sabe!
02/12: Tempero no Forte
É a segunda vez que vou ao Tempero no Forte e posso dizer que, seguramente, é um dos festivais mais divertidos do Brasil. Também, reunir o talento e a alegria de tantos chefs à beleza da Praia do Forte e ao axé baiano só podia dar nisso.

É impressionante como o evento cresceu de 2007 pra cá. Tereza Paim, a anfitriã da festa, está se revelando uma importante defensora da gastronomia do país. Através de seu restaurante, Terreiro Bahia, eleito pelo Guia 4 Rodas o melhor da badalada praia, a chef está fazendo o bonito trabalho de inserir a comunidade no mundo gastronômico, a fim de disseminar cultura na região. Lindo, lindo.

Tereza Paim, a dona da casa

Caruru de Cosme e Damião: sete crianças comem primeiro e depois todo mundo é servido. Foi a nossa recepção.
Na verdade, a recepção começou no aeroporto de Salvador, com baianas paramentadas distribuindo a lendária fitinha do Bonfim com três pedidos e três nozinhos.

Eu podia jurar que a minha cor era vermelho, mas a moça garantiu que é amarelo! Fortuna que é bom... nada!
Meu quarto no Eco Resort tinha nada menos que esta vista.

Minha varanda particular
O hotel é uma delícia e, confesso, amei que pouco vi os macaquinhos que tanto me amedrontaram no ano passado.
Na vila encontrei maravilhas como estas:

Pai e filho dançando no meio da rua...
... enquanto eles caminhavam de mão dada de qualquer maneira.

Paquito, chef do Parador Valencia, em Itaipava, e Fernanda, sua sub
Esse casal é tudo! São 42 anos de diferença e dez de vida em comum. Se dão super bem, se adoram, namoram o tempo todo. Uma coisa!
Fábio Arruda também apareceu por lá.

Chiquérrimo como sempre!
Fábio deu uma aula de etiqueta à mesa concorridíssima. Aprendi que o guardanapo no colo deve ser dobrado ao meio, com a parte aberta virada para nós. Assim, sempre que limparmos a boca a pessoa da frente vai ver um guardanapo limpo. Ah, e nada de frescurite de passar o pano só nos cantinhos da boca. É pra limpar tudo!

O elegante casal Armando Ricardo Pucci
O único Gastronauta brasileiro teve que improvisar para dar sua aula de cozinha molecular. Com medo de guardar o gelo seco, que é asfixiante, na câmara fria, Armando acabou ficando sem seu material de trabalho, que derreteu no freezer. O mestre não teve dúvida, levou uma fronha do hotel e deu seu show usando neve carbônica para fazer sorvete.
To be continued...

É impressionante como o evento cresceu de 2007 pra cá. Tereza Paim, a anfitriã da festa, está se revelando uma importante defensora da gastronomia do país. Através de seu restaurante, Terreiro Bahia, eleito pelo Guia 4 Rodas o melhor da badalada praia, a chef está fazendo o bonito trabalho de inserir a comunidade no mundo gastronômico, a fim de disseminar cultura na região. Lindo, lindo.

Tereza Paim, a dona da casa

Caruru de Cosme e Damião: sete crianças comem primeiro e depois todo mundo é servido. Foi a nossa recepção.
Na verdade, a recepção começou no aeroporto de Salvador, com baianas paramentadas distribuindo a lendária fitinha do Bonfim com três pedidos e três nozinhos.

Eu podia jurar que a minha cor era vermelho, mas a moça garantiu que é amarelo! Fortuna que é bom... nada!
Meu quarto no Eco Resort tinha nada menos que esta vista.

Minha varanda particular
O hotel é uma delícia e, confesso, amei que pouco vi os macaquinhos que tanto me amedrontaram no ano passado.
Na vila encontrei maravilhas como estas:

Pai e filho dançando no meio da rua...
... enquanto eles caminhavam de mão dada de qualquer maneira.

Paquito, chef do Parador Valencia, em Itaipava, e Fernanda, sua sub
Esse casal é tudo! São 42 anos de diferença e dez de vida em comum. Se dão super bem, se adoram, namoram o tempo todo. Uma coisa!
Fábio Arruda também apareceu por lá.

Chiquérrimo como sempre!
Fábio deu uma aula de etiqueta à mesa concorridíssima. Aprendi que o guardanapo no colo deve ser dobrado ao meio, com a parte aberta virada para nós. Assim, sempre que limparmos a boca a pessoa da frente vai ver um guardanapo limpo. Ah, e nada de frescurite de passar o pano só nos cantinhos da boca. É pra limpar tudo!

O elegante casal Armando Ricardo Pucci
O único Gastronauta brasileiro teve que improvisar para dar sua aula de cozinha molecular. Com medo de guardar o gelo seco, que é asfixiante, na câmara fria, Armando acabou ficando sem seu material de trabalho, que derreteu no freezer. O mestre não teve dúvida, levou uma fronha do hotel e deu seu show usando neve carbônica para fazer sorvete.
To be continued...




















